terça-feira, 27 de outubro de 2009

O volume da chuva que atingiu as cidades de Carapicuíba e Barueri, na Grande São Paulo, em cerca de três horas, é quase equivalente à média do volume de chuva de todo o mês de outubro. A estimativa é da Rede Telemétrica de Hidrologia do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE).

De acordo com o meteorologista Kleber Lopes da Rocha Filho, choveu cerca de uma hora e 30 minutos durante a tarde da segunda-feira (26) e outras duas horas durante a madrugada desta terça-feira (27). Somando estes dois períodos, foi registrado entre 70 mm a 100 mm de chuva em Carapicuíba e Barueri. A média para o mês de outubro é de 130 mm.
Ainda segundo o meteorologista do DAEE, apesar de durar menos tempo, a chuva que atingiu as duas cidades durante à tarde da segunda-feira contribui mais significativamente para que o rio Cotia transbordasse.

Nesta tarde, o Ministério Público Estadual anunciou que abrirá inquérito para apurar as causas da enchente que inundou pelo menos 49 residências na altura da rua Laudelino de Castro Pereira, na divisa dos municípios de Barueri e Carapicuíba. O promotor do Meio Ambiente de Barueri, Marcos Mendes Lira, disse que vai investigar se houve alguma irregularidade que contribuiu para a enchente na região.

Os órgãos da Defesa Civil de cada cidade afirmam que o alagamento foi causado pelo transbordamento do rio Cotia por causa das fortes chuvas. Cerca de 30 casas em Carapicuiba e 19 em Barueri foram invadidas pelas águas, deixando móveis e eletrodomésticos destruídos. Apesar disso, não há desabrigados ou desalojados em ambos os municípios, informam os órgãos de Defesa Civil.

Em nota, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) disse que "os problemas ocorridos nos municípios de Barueri e Carapicuíba nada têm a ver com qualquer anormalidade nas represas da Graça e Pedro Beicht" e que "os locais afetados são áreas de várzeas que não deveriam estar ocupadas".

A companhia informou também que a área atingida fica próxima a uma barragem (e não de um reservatório) construída para captar a água do rio Cotia e levá-la para a estação de tratamento de Cotia, onde as águas demoram cerca de dois dias para chegaram. Como choveu mais do que o esperado e como a barragem é construída acima do nível do rio, a impressão era de transbordamento.

A abastecimento de água não foi afetado nas duas cidades atingidas, completou a Sabesp.

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